Censura

Luis de Matos - Thursday, January 12, 2012 - Comentários (1)

Não é novo o uso do poder feito pelo estado, ou por intermédio de determinada estrutura, no sentido de controlar e impedir a liberdade de expressão. Na Roma Antiga já o “censor” era responsável pela fiscalização da conduta moral dos cidadãos. Nesse tempo não havia internet. Porém, ao longo da história, o advento de novas formas de expressão foi sempre desencadeando óbvias, ou supostamente discretas, formas de censura.

Na República Popular da China, redes sociais, blogs e serviços de partilha de vídeos e imagens não estão ao alcance dos cibernautas. Sites como Facebook, Youtube, Vimeo, Twitter, Blogsot, Picasa ou Google Plus não podem ser visitados. A internet está igualmente vedada a um grande número de organizações políticas ou não governamentais. Por inúmeras razões, este facto não surpreende quase ninguém. A perplexidade surge quando semelhante discussão tem agora lugar nos Estados Unidos. Apesar de ser uma realidade distante, todos sabemos que as leis mais convenientes ao “poder” são sempre altamente contagiosas, acabando por alastrar de forma rápida e silenciosa. O controlo da internet não só é algo que atrai de sobremaneira quem manda como, em breve, deixará de ser um pesadelo remoto.

O potencial para abuso de poder por meio das redes digitais é uma das ameaças mais insidiosas para a democracia na era da internet. Nos dias de hoje, qualquer tentativa de suprimir informação, opiniões e até formas de arte, só pode ser vista como um atentado à liberdade de expressão. Não fora a internet e todos nós seríamos profundamente mais ignorantes, alienados e submissos.

O governo Americano, sob o conveniente disfarce da necessidade da protecção de conteúdos originais, prepara-se para entregar a privados o poder de apagar conteúdos e bloquear sites. Tudo se passa debaixo de slogans de combate à pirataria digital. Como autor e produtor, confesso que me deixa triste nada poder fazer contra os sites que disponibilizam conteúdos por mim produzidos e comercialmente disponíveis em sites como a Amazon. É trabalho e talento que gratuitamente se disponibiliza aos que não têm quaisquer escrúpulos ou respeito. Ainda assim, se esse for o preço a pagar por mim para uma internet livre, não me importo. O que, sim, é ridículo é que o governo Americano dê a grupos privados o poder de banir da internet um vídeo em que um qualquer bebé engraçado dança ao som de um qualquer êxito da Lady Gaga. A desculpa de que o “copyright” foi infringido é apenas o início de um controle que poderá traduzir-se no maior impacto que qualquer forma de censura alguma vez teve.

É proibido tirar fotocópias de livros, no entanto, não me consta que alguma vez alguém tenha sido preso por isso. É proibido conduzir a mais de 120 quilómetros por hora e nem por isso se impõe a comercialização de carros com menos cilindrada. É proibido matar pessoas e a venda de armas continua a ser legal. Deixem a internet em paz! Ou será que têm medo que o povo saiba de mais, descubra algumas maroscas e até organize mais umas quantas manifestações?...

“As regras são necessárias, mas o lápis azul não é o caminho...”


Comentários (1)
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