Chaos

Luis de Matos - Wednesday, November 30, 2011 - Comentários (1)

Alguma vez parou para pensar no infinito número de coincidências, probabilidades e mutações evolucionistas que foram necessárias para que cada um de nós tivesse chegado até aqui? Que estivesse, neste instante, a ler estas palavras? O corpo humano desenvolveu-se, quem sabe, a partir de um caldeirão de química aleatória que começou com o big bang. É como cozinhar uma refeição em que o tempo de cozedura é de 4,54 biliões de anos. E isso é apenas a idade da Terra. O dia em que a “panela foi colocada ao lume”, a idade do Universo, ninguém sabe.

Nos últimos dois anos tenho vindo a conceber, desenhar e construir o meu novo espectáculo. Quando escolhi a temática e decidi o seu nome, CHAOS, estava longe de imaginar que viria a estreá-lo no pleno caos que hoje vivemos. Mas como disse Saramago, o caos é apenas uma ordem por decifrar…

Uma das mais famosas descobertas da ciência moderna foi feita por um cientista que tentava descobrir um método que permitisse fazer previsões meteorológicas. Aconteceu em 1961. Chamava-se Edward Lorenz e usava um computador para, a partir da extrapolação de um determinado conjunto de variáveis, prever o tempo. Os dados eram introduzidos na máquina e esta fornecia uma previsão. A história não nos diz se as suas previsões eram ou não correctas, o que, neste caso, é absolutamente irrelevante. O que, sim, importa é que, quando no dia seguinte, voltava a introduzir aquilo que achava serem os mesmos valores para cada uma das variáveis, os resultados eram completamente diferentes.

Ao reconfirmar os dados introduzidos descobriu que, para ganhar tempo, tinha utilizado valores com 3 casas decimais apenas. Na verdade, os números originais estendiam-se até às seis casas decimais. O número que introduzira foi 0,506 quando deveria ter sido 0,506127. A diferença era infinitesimal. Tão pequena que a havia desprezado no arredondamento. No entanto, esta aparentemente insignificante diferença produziu um resultado incrivelmente diferente. Este foi o início daquilo que hoje conhecemos como “TEORIA DO CAOS”. Edward Lorenz chamou-lhe “Efeito Borboleta”… Poderá o bater de asas de uma borboleta no Brasil desencadear um tornado no Texas?...

Na verdade, podemos aplicar a teoria do caos a quase tudo nas nossas vidas. O que fazemos hoje afecta o que acontecerá amanhã. O beijo que damos pela manhã… O sorriso que partilhamos com alguém… O caminho que tomamos para ir para o trabalho… O jornal que compramos… O regime alimentar que escolhemos… Ou o partido em que votamos…

Cada decisão que tomamos muda, de facto, o mundo que nos rodeia. Por isso, gostava muito que decidissem vir ao Casino Estoril assistir ao meu novo espectáculo durante todo o mês de Dezembro, já a partir do próximo dia 3. Estas palavras são, em si mesmas, um teste ao efeito borboleta!

“Caos, e outras teorias e impossibilidades, para ver ao vivo e em directo…”

Comentários (1)
Helena Silva commented on 16-Jul-2012 10:51 AM
Quero dar os meus Parabéns ao Luís de Matos, homem de mil talentos, e também à sua Equipa que trabalha na "sombra" com a maior dedicação. Foi o primeiro Espectáculo de Magia que assisti e foi muito bom. Há muito tempo que ouço falar no Luís de Matos, mas
só este ano tive oportunidade de dar atenção ao seu trabalho e uma grande vontade de assistir a um Espectáculo"ao vivo e em directo...". Fiquei rendida ao charme inconfundível do Mestre da Sedução e do Encantamento. "You are the Best"

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