Madonna

Luis de Matos - Thursday, June 28, 2012 - Comentários (4)

O Turismo de Coimbra fez um excelente trabalho ao conseguir para a cidade um evento que a fez ser visitada por dezenas de milhares de pessoas. Coimbrinhas, temos que estar orgulhosos. Parabéns, Coimbra! Obrigado Luis Providência e equipa!

O estádio encheu-se de fans de Madonna. Vieram de todos os sítios e trouxeram a descendência.   O ambiente era óptimo e a festa transversal. A circulação no perímetro do Estádio foi bem gerida e respeitada. Tudo a quanto assisti decorreu de forma ordeira e civilizada. Uma palavra especial para as equipas de polícia e segurança que souberam usar de simpatia e saber para a todos fazerem sentir bem. Foi bom ver o estádio cheio e Coimbra repleta de milhares e milhares de carros por todo o lado. Apesar disso, não vi passadeiras bloqueadas ou entradas de garagem obstruídas.

Gostei de ver no centro do relvado a roulotte do Psicológico! Com mais clientes do que os “chiringuitos” da Sagres, foi uma forma de premiar a perseverança de um clássico da cidade. Longe vão os tempos do hamburger queimado em chapa que grita por uma espátula. A roulotte do Psicológico estava impecável, da limpeza à simpatia da sua dezena de empregados, passando pela qualidade. Quem não comeu um cachorro Psicológico não fez o melhor investimento da noite. Por outro lado, um copo de cerveja a dois euros e meio era quase um assalto à mão armada, sobretudo tendo em conta que as barraquinhas da marca tinham o exclusivo de um recinto fechado com 40.000 pessoas que, na sua maioria, entraram para o estádio entre as 17:30 e a 18:30, saindo de lá por volta da meia-noite.

Em geral o espectáculo é bom mas não extraordinário. O principal erro está na relação da sua dimensão com o espaço propriamente dito, especialmente na implantação do palco. Tendo em conta que os bilhetes eram especialmente caros, não faz sentido que, a partir do meio campo, não se veja o que se passa e se ouça com distorção. O pouco que a Rainha da Pop disse não se percebeu ou ouviu-se mal. É difícil resistir à tentação de tentar vender o maior número de bilhetes possível, colocando o palco no topo norte onde as cadeiras perdidas são em menor número. Contudo, o espectáculo a que assisti teria sido outro, e bastante mais bem recebido se, como recentemente aconteceu num estádio em Tel Aviv, o mesmo palco tivesse sido colocado junto a uma lateral e o relvado aproveitado no sentido da largura. Dessa forma a proximidade à acção seria extraordinariamente maior e mais pessoas teriam realmente visto o que acontecia no palco.

Quanto a Madonna, é sabido que o seu forte não são os espectáculos ao vivo. Imbatível na carreira, fazedora de história nos videoclips, sempre à frente nos recordes de vendas, é especialmente pouco calorosa na sua relação com o público. Para além de decorar o nome do país em que actua, pouco ou nada mais diz além de duas ou três vulgaridades que, apesar de apelarem a um mundo melhor com amor e sem guerras, são ditas sem qualquer sentimento ou credibilidade.

Os conteúdos de vídeo que mantêm o espectáculo a acontecer, mesmo nas vezes demais em que a cantora sai para trocar de roupa, são excelentes e muito bem produzidos. O desenho de luz é impecável. Curiosa e bem conseguida a inclusão de exercícios de “slacklining”, mas que perdem o brilho com a repetição pouco imaginativa que acontece na parte final do espectáculo. O espectáculo foi claramente desenhado para salas como Madison Square Garden em Nova Iorque ou Pavilhão Atlântico em Lisboa, ficando curtinho num estádio. A grande maioria dos momentos teria outro brilho num recinto fechado. Talvez aí, versões como a que apresentou de “Like a Virgin” não tivessem caído num pretenciosismo que não era esperado. Madonna esqueceu-se que a única coisa que a maioria queria era ouvir as músicas tal como as vem conhecendo nas últimas décadas. Na opinião de muitos, o único momento conseguido foi justamente a interpretação de “Like a Prayer”. Para além de fiel ao original, e com sabor a mega produção, foi onde o público vibrou e ficou sensibilizado por a cantora empunhar uma bandeira portuguesa.

Mas, sinceramente, para mim o menos importante foi o espectáculo. Ficou a alegria e orgulho de ver Coimbra como anfitriã de um grande acontecimento que ultrapassou fronteiras. Foi muito bom. Só precisamos que se torne um hábito.

“E se Coimbra se tornasse a capital Ibérica dos grandes concertos?...”

Comentários (4)
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